GOD OF WAR: 11 DETALHES QUE APRENDEMOS COM O DIRETOR

God of War foi um dos destaques da conferência do PlayStation durante a E3 2017 e, embora o trailer não tenha revelado muitas novidades sobre o game, há uma porção de detalhes que ainda não foram divulgados ao público. Além de oferecer uma descrição do vídeo, o diretor Cory Barlog Contou várias curiosidades a respeito da nova jornada de Kratos.


Entre a ausência de mecânicas da franquia até a relação do protagonista com o seu filho, confira 11 detalhes que aprendemos com o diretor de God of War.

1. Quais são os limites de liberdade e exploração

"Pra mim a coisa mais importante foi mostrar a mudança dramática em como contamos histórias. Não estamos fazendo um jogo de mundo aberto, mas God of War sempre envolveu exploração e sempre teve um senso fantástico de descoberta", explica o diretor. A história de God of War, no geral, será linear, mas os jogadores poderão escolher como lidar com algumas situações específicas. O mesmo vai acontecer com o mundo do jogo, em que algumas regiões específicas vão esconder áreas que não são necessariamente obrigatórias: "Em games anteriores, você vê coisas imensas no horizonte e sabe que eventualmente chegará lá. Neste jogo, queremos que o jogador note tudo, entre em uma caverna e de repente encontre um nível totalmente novo que não fazia ideia que estava lá".

Barlog explica que estas localidades secretas vão oferecer mais informações sobre o ambiente e mitologia do game, como algo que "vai recompensar a curiosidade dos jogadores". "Vamos colocar os jogadores em um caminho, mas também vamos abrir o mundo um pouquinho de vez em quando, sem tirar você da rota principal."

2. O meu Kratos poderá ser diferente do seu Kratos

O velho Deus da Guerra que conhecemos está levemente diferente, mas suas cicatrizes (físicas e mentais) permanecem lá. Enquanto a personalidade do protagonista não será moldável pelo jogador -- o que faz sentindo, já que estamos lidando com uma figura que já possui uma história cravada --, o visual e estilo de luta de Kratos estará em nossas mãos. Barlog, no entanto, não explica exatamente o quão profunda será a customização: "Vamos dar os jogadores muito mais controle sobre o visual de Kratos e como ele luta. Todos poderão escolher o um estilo de combate, já tivemos um pouco disso nos games anteriores com mágica e armas, mas era algo limitado. Neste jogo, há mais combinações e misturas de opções."

3. Lute como quiser

Seguindo a ideia de que cada jogador terá o seu próprio Kratos, pelo menos em termos de mecânicas, God of War também vai deixar o sistema de combate mais complexo. "Queremos permitir que todos joguem da maneira que desejarem, com ferramentas baseadas na ideia de entregar esta liberdade. Não queremos oferecer um jeito obrigatório para você combater ou uma sequência de golpes para seguir", o diretor explica. Barlog conta que a diversidade de inimigos no jogo é imensa, variando o tamanho das criaturas e a maneira como você poderá abordá-las.

4. Dupla de anões essenciais para o seu progresso

Barlog menciona Sindri e Brok, dois anões irmãos e nórdicos que os jogadores encontrarão ao longo do jogo descritos como "personagens amigáveis que ficarão responsáveis pelo upgrade de Kratos e todo trabalho de manufatura". Ao mesmo tempo, os personagens terão suas próprias histórias que prometem acrescentar algo único para a jornada principal. Segundo o diretor, os irmãos estão sempre distante e reclamando um do outro.

5. Atreus terá um papel no combate

Atreus, o filho de Kratos, apareceu enfrentando alguns inimigos no trailer mais recente do game. Barlog fez vários comentários sobre essa mecânica, explicando que a dinâmica entre pai e filho ao longo do jogo vai funcionar como "um comandante dando ordens para um soldado". Embora Atreus seja uma criança, ele sabe se virar muito bem no campo de batalha e não vai precisar da sua atenção constantemente. "Com o uso de um botão, você poderá indicar para o filho o que você quer que ele faça. Vemos Atreus pulando nas costas dos inimigos durante o trailer mais recente, mecânica é essencial para quando, por exemplo, os inimigos estiverem cercando Kratos".

Outro detalhe interessante é que os jogadores poderão decidir se preferem aprimorar as habilidades de Kratos ou do filho. "Atreus sempre estará disponível para criar uma combinação ou adição de combos, ele é bom de luta e sabe se virar, mas ainda é uma criança, sabe?"

6. Kratos precisa ensinar seu filho a ser um Deus

"A relação de Kratos com o seu filho é a mesma que um comandante tem com o seu soldado", explica Barlog, dando a impressão que o envolvimento entre os dois será severo -- nós já sabemos que o protagonista mal é capaz de dar um tapinha de satisfação nas costas da criança. No entanto, está não será uma história sobre cuidar ou escoltar de um filho. "Kratos tem que ensinar seu filho a ser um deus, ao mesmo tempo em que ele terá que aprender a ser um humano. Para ele, ser um deus é um maldição, uma doença que ele passou para Atreus. É um fardo extremamente sentimental que está carregando, porque não há nada para fazer a respeito."

Em uma porção narrativa do jogo (provavelmente no começo), Kratos não está disposto a contar ao filho que ele também é um deus. "Ele acredita fortemente que, enquanto Atreus não souber quem realmente é, melhor a vida dele será. Eventualmente Kratos percebe que não tem escolha a não ser contar a verdade para o filho, que é o momento em que ele começa a descobrir como ensiná-lo a não cometer os mesmos erros que cometeu no passado. Esse é um desafio fundamental para qualquer pai."

7. Uma jornada de redenção (ou quase)

A história do novo God of War não implica somente em como Kratos está tentando lidar com a sua nova vida e o fato dele ter um filho, mas também em como o passado do personagem ainda pesa em suas costas. O diretor conta que "Kratos está numa jornada infinita. Ele percebeu no final de God of War 3 que nunca vai morrer. Culpar ontem por ser uma pessoa má não vai melhorar a vida dele, mas tornar o amanhã um pouco melhor com certeza mudará algo. Ele ainda enfrenta problemas em controlar sua raiva, ele ainda vai deixar o monstro sair da caixa quando não quer".

Também sabemos que Kratos não passa perto de ser um herói perfeito, algo que Barlog afirma querer destacar ao longo da história. Ele acredita e, com o jogo, quer reforçar a mensagem que heróis falham e vão continuar falhando. A chance do protagonista encontrar um bocado de paz ou amor, duas coisas que ele não possui há muitos anos, depende totalmente da relação com o próprio filho.

8. Jogo acontece muito antes da era Viking

Ao contrário do que muitos pensavam, God of War não será ambientando na era Viking. Embora abrace a mitologia nórdica, o jogo acontece na Escandinávia, em um período que antecede a chegada da grande população na região.

"A era Viking é algo que muitas pessoas associam com a mitologia nórdica, mas isso aconteceu depois de um período chamado A Imigração. Antes disso, a Escandinávia não era tão populada, era uma verdadeira terra selvagem. E este também é o período em que dizemos que os deuses, gigantes e monstros andavam na Terra, algo que foi referência para os Vikings posteriormente dizerem 'Nós lutamos por Thor mas ele não está entre nós' -- tudo isso porque estes deuses existiram há muito tempo antes deles." Barlog reforça o fato de que encontraremos várias figuras da mitologia nórdica ao longo do jogo, o que inclui criaturas místicas, monstros e deuses.

9. Kratos depende de Atreus para solução de quebra-cabeças

O jogo terá várias estátuas e objetos com escritas que Kratos não poderá ler, mas seu filho sim. A tradução dessas palavras será necessária para o progresso da dupla, já que está ligada na solução de quebra-cabeças que podem, por exemplo, esconder uma passagem secreta. "Quando Atreus não está perto, Kratos não conseguer entender o que está acontecendo. Temos essa dinâmica interessante, em que acompanhamos um deus forte que precisa da ajuda de uma criança."

10. Nem todos serão seus inimigos

Atreus é essencialmente humanizado, sempre lembrando as lições que sua mãe ensinou, entre elas aceitar ajuda de outras pessoas. Kratos não gosta de receber ajuda, ele desconfia de todo mundo, enquanto seu filho esta lá para mostrá-lo que não é bem assim que o mundo funciona. "Acho importante notar que neste God of War, não serão todos os personagens que serão inimigos. Você não saberá exatamente em quem confiar, mas vai encontrar várias pessoas, desde monstros até deuses, que estão simplesmente tentando sobreviver em um mundo muito hostil", ressalta o diretor. Ele ainda conta que a imensa serpente que aparece no trailer recente é uma dessas criaturas que estarão dispostas a ajudar Kratos.

11. Sem minigames de sexo e Lâminas do Caos

A razão pela qual o novo God of War não terá os tradicionais minigames de sexo da franquia é simples: o diretor acredita que os fãs amadureceram e que estas mecânicas não combinam com o jogo que está sendo criado. "Eu amadureci, o estúdio amadureceu e a audiência também. Estes minigames são parte da história e parte da jornada que nos trouxe até aqui, mas estamos em um lugar diferente. É um jogo diferente."

A ausência das Lâminas do Caos, icônico par de armas do protagonista, também é justificada: "As Lâminas fazem Kratos lembrar constantemente dos erros que cometeu. Ele usa curativos nas cicatrizes porque tem vergonha. Ele não quer ser lembrado da sua vida antiga, então deixar as Lâminas é o seu jeito de quebrar o ciclo, de mudar a situação."




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